Sunday, 11 July 2010

A viagem de sábado pelo País Basco


Ontem saímos de carro pelo País Basco (a foto ao lado mostra o Peugeot, no qual passeamos durante todo o dia).

Aos olhos estranhos, as cidadezinhas que visitei sao muito parecidas.

E muito bonitinhas.

E há sempre o clamor pela liberdade (de Madri) e pela transferência dos prisioneiros bascos para lugares onde suas maes pudessem visitá-los.

Basco é uma língua meio complicada. Apesar de existir no centro da europa, nao se conseguiu descobrir de onde se originou. É uma língua, denominada pelos estudiosos, de ¨língua isolada¨, ao contrário do português, que veio do latim, ao contrário do alemao e do inglês, que têm uma origem saxa comum, ao contrário do russo e do polonês e do tcheco, que sao de um ramo eslavo.

O fato de o basco nao se saber de onde veio, de nao ter ¨parentesco ancestral¨ conhecido, faz com que as palavras, quase todas, nao se assemelhem a nada que nós brasileiros possamos mais facilmente associar a alguma coisa. Isso torna a parte mais fácil de aprender uma língua nova, o adquirir de novo vocabulário, um pouco mais complicado para nós.

A sintaxe (isto é, a ordem de palavras, entre outras características) do basco é parecida com a do japonês.

Como Douglas fez mestrado em japonês, para ele deve ser mais fácil aprender o tal basco.

A questao, e há sempre uma questao na vida, é que ¨ser meio basco¨ nao é só dominar uma sintaxe complicada. É também, parece, torcer na Copa do Mundo contra a Espanha, hoje à noite, por exemplo.

Os habitantes aqui deste apartamento sao francamente anti-espanhóis. Por um pouco de ¨oba-oba¨talvez, para serem diferentes, mas no fundo do coraçao deles é isso em que eles acreditam. Sem violência, enfatize-se bem.

Ontem o nosso ¨motorista-guia de turistas¨, um basco, deu a mim um pouco de liçao de que o é obedecer as leis de trânsito, mesmo contra a vontade.

Ele é um cara jovem, 30 anos, aparentemente, impulsivo, de ¨sangue quente¨, como alguns bascos/espanhóis. Detesta ficar, quando está dirigindo, atrás de alguém andando devagar demais. E xinga, para os passageiros dentro do carro, em irritaçao com os motoristas dos carros à frente.

Ficamos no carro, Douglas, o rapaz e eu, de meio dia a meia noite e meia, andando pelo interior do País Basco.

Houve, assim, muitas e muitas ocasioes em que fazer uma ultrapassagenzinha ligeiramente mais afoita, especialmente para alguém impaciente, pudesse ser quase aceitável.

Pois bem, nao houve nunca ultrapassagem alguma. Nem umazinha, para eu poder contar a vocês..!

Além disso, quando chegávamos a Bilbao, à meia noite e meia, já chegando aqui ao apartamento, tirei o cinto de segurança, pois já estávamos quase parando o carro.

O motorista se virou para mim e perguntou: ¨você quer que eu seja multado¨.

Eu poderia e deveria, evidentemente, ter dormido sem essa...




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