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A casa cuja foto aparece ao lado, foi projetada por Gaudí.
Esta história de Gaudí me foi contada por um primo catalão, que mora em Sant Mori (cidade que fica a hora e meia de Barcelona) e trabalha na universidade em Barcelona, como professor de Sociologia.
Carles (é o nome do meu primo catalão) me disse que Gaudí era uma figura ímpar. Ele nasceu na Catalunha e era falante de catalão.
Uma vez foi chamado pelo rei da Espanha, que queria comissionar-lhe um trabalho.
Ele concordou, muito honrado, mas exigiu que lhe trouxessem um intérprete, por dizer que não entendia castelhano (em evidente exagero, mentira branca, atitude folclórica, já que não é possível, mesmo quando se pensa nos meados de 1800, na Espanha, que alguém tivesse nascido na Catalunha e não entendesse castelhano -- ainda mais alguém tão inteligente como Gaudí.
Se Gaudí fosse basco, essa história poderia ser compreensível, já que basco não se parece com nada, sendo o que os linguistas classificam como uma "língua isolada", de origem desconhecida.
Como Gaudí era catalão, essa necessidade de ter um tradutor presente nada mais era do que uma afirmação de pertencimento ao mundo catalão, ao invés do mundo dos espanhóis dominantes.
Esse sentimento é ainda muito forte hoje em dia.
Todos os avisos são escritos em castelhano e em catalão.
Nos trens, as estações são anunciadas primeiramente em catalão, depois em castelhano.
Lembro-me de ter assinado, há cerca de 2 anos, uma petição, a pedido deste mesmo primo, para que o Yahoo da Espanha disponibilizasse suas páginas, na Catalunha, também no idioma catalão.
O que hoje em dia acontece.
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