Sunday, 4 July 2010

Telefonando para a Angela, no Rio de Janeiro


Telefonar do exterior é quase sempre um pouco complicado, se você nao pretende gastar ¨mundos e fundos¨ em telefonemas.

Se você resolve contratar ¨roaming¨ com alguma operadora brasileira, ¨estamos conversados¨¨: você paga ¨an arm and a leg¨ (isto é, ¨os burros do dinheiro¨) e pode conversar à vontade, sem se preocupar com a hipoteca que talvez precise fazer para pagar a conta.

Aqui no País Basco, ou você compra um cartao telefônico, ou você compra um SIM local, que será uma soluçao ainda meio provisória, pois celulares sao ¨animais meio caros¨ em qualquer parte do mundo, ou você vai em uma loja especializada em permitir que você fale com o exterior (uma espécie de ¨telefônica particular¨).

Essas lojas especializadas sao chamadas LOCUTÓRIOS.

Falei hoje de um tal desses locutórios com a Angela. Devemos ter conversado uns 6 minutos. Preço do telefonema: 72 centavos de ouro. Baratíssimo, portanto.

Quando o cara me disse o preço, entendi imediatamente tratarem-se de 72 euros (ao invés de 72 centavos de um euro). Nao havia o que mugir, nem bugir, só me restava pagar.

Por sorte, meu filho me esclareceu o preço.

Estivesse eu sem a assessoria de meu filho, ou em país afeito a enganar turista, estava no preju!

O único defeito que vejo no tal locutório é poético, mais do que qualquer outra coisa: a palavra locutório rima com ¨mictório¨ e essa imagem desagradável nao consegue deixar a minha mente, ao conversar ao telefone, mesmo sendo por um preço bem em conta...


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