Monday, 19 July 2010

O método alemão de fazer negócios

Ontem fui à KaDeWe, a tal loja grande de departamentos.

É uma loja enorme, em verdade, mas o setor de informática deles não é grande.

O produto cujo preço me interessava, um Macbook Pro de 13" (portanto, o modelo mais barato da linha "Pro" deles) custa 1166 euros.

Saí da KaDeWe e fui à Saturn, uma loja que também está em Bilbao e em outras cidades europeias. Aqui em Berlim são 6 andares de produtos.

O tal Mac que me interessava custa 1149 euros.

Sabido o preço desse produto (e do iPod, cujo ladrão aficcionado em blogs levou -- que custa 189 euros, na versão de 8 Gb, em ambas as lojas), perdi algum tempo dando uma olhada em netbooks e em notebooks.

A Saturn tem uma seleção muito boa de computadores, claro, mas fiquei surpreso em constatar que eles não tinham nenhum netbook com tela de 12" e 2 Gb de RAM, um produto que me parece bem interessante, por estar quase deixando o nicho dos netbooks, que têm, em sua maioria, telas de 10", ou de 10.2".

A KaDeWe, com uma seleção MUITO menor de produtos, tinha um netbook com tais características (tela de 12" e 2 gb de RAM), sendo vendido por 399 euros. À guisa de comparação, uma loja em Bilbao pedia 460 por netbook semelhante (da marca ASUS).

Na Saturn vi um e-reader, leitor eletrônico de livros, que me chamou a atenção, da marca Sony. Eles tinham 2 modelos da Sony, um com tela de 6" e outro com tela um pouquinho menor.

Os preços, 269 e 169 euros, aproximadamente. Digo "aproximadamente" por não ter rigorosa certeza dos mesmos, já que não os anotei.

Douglas tem um e-reader da Sony, então achei que ele seria a pessoa ideal para me aconselhar. Só que ele não estava ali comigo, no quinto andar, pot ter preferido ficar no primeiro andar, olhando as máquinas de fotografia digitais.

Estava quase na hora de termos de encontrar nossas anfitriães alemães, Ulrike e Nadya. Corri então, para encontrar Douglas no primeiro andar e irmos à entrada da KaDeWe, local do encontro (pois Douglas e eu estávamos na Saturn, que fica a 300 metros da KaDeWe). Corri ao primeiro andar encontrei Douglas saímos da loja, Douglas me contou que comprara um filtro para a máquina digital dele. Contei a ele dos 2 modelos de e-reader da Sony que vi. Disse que acharia muito interessante saber o que ele achava deles. Constatamos, então, já na rua, que, com pouco de rapidez, daria para subir os 5 andares rapidinho, para olharmos o e-reader da Sony.

Voltamos correndo, subindo as escadas de 2 em 2 degraus -- embora, no fundo no fundo, eu me preocupasse um pouco com Douglas poder ficar incomodado com o pai, coroa, correndo escada acima...

Não estava na hora de "salamaleques" familiares inúteis: apressei o passo escada acima, cheguei ao e-reader bufando, Douglas em meu encalço, milagre, sem reclamar...

Opinião de quem usa um e-reader quase diariamente. O modelo de tela um pouquinho maior seria, provavelmente, muito bom. Além de tela maior, aceitava comandos em tela, semelhante ao do iPad, onde ora vos escrevo.

Decidi-me. Quero o e-reader de tela maior. Douglas, por favor corra até a Nadya, na porta da KaDeWe e avisa que já estou chegando.

"Moço, quero esse", disse eu em alemão quase equivalente. Ele me perguntou, quer de cor preta, ou de cor prata. Pedi prata. Ele foi ao depósito. Não tinha mais prata. "Levo o preto mesmo, moço", retruquei-lhe novamente, em meu "alemão do cais do porto".

Ele fez a nota e me surpreendeu com a informação seguinte: "Ao pagar, peça uma nota fiscal especial, para estrangeiros, no setor de Informação da loja, que o senhor recebe 15% de devolução do valor do pruduto,ao deixar o país, apresentando essa nota fiscal especial". "recebe o dinheiro vivo, na hora, mas chegue ao aeroporto com hora e meia de antecedência, para que alfândega possa processar o pedido". O cara deu toda essa informação em " alemão simplificado", é claro, com direito a repetições mas sem exercícios orais, ou mesmo escritos..

Mais parecido com o Brasil não poderia ser...!!!

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