Saturday, 3 July 2010

A chegada a Bilbao


A viagem foi razoável.

O trecho Rio-Madri ocorreu sem problemas.

A tal conexao Wi-Fi do Galeao é um fracasso, bem como a de Madri. Fica-se ¨nominalmente¨ conectado mas nao se consegue mandar mensagem alguma, nem baixar mensagem alguma, muito menos navegar.

Encontrar o terminal correto, em Madri, para pegar o aviao de Bilbao é ¨uma África¨. O aeroporto (a julgar pela viagem de trem, de 20 minutos, entre uma parte do terminal e a parte de onde seguia o aviao de Bilbao) é enorme.

Depois da viagem de trem (trem interno do aeroporto), uma caminhada muito longa (talvez tenha caminhado/trotado, com mala pesada, apesar de rodinha, cerca de 800 metros), que mais parecia uma caminhada entre o Santos Dumont e o Galeao, de tao longa).

O aviao, entre Madri e Bilbao era muito menor e muito menos seguro (aparentemente, é claro!). Do meu lado (na última poltrona do aviao), sentou-se uma velha senhora (da minha idade...), sacudidíssima como eu (deve andar muito de bicicleta...), que jogava Sudoku o tempo inteiro.

O aviaozinho teco-teco, ao se arremeter para a decolagem, rebolava na pista. A tal velhinha sacudidade ergueu os olhos da revistinha onde ela fazia Sudoku e disse ¨Eso es horrorroso, eso¨, ou algo muito parecido com isso.

Eu achei que o aviao ia desmontar, porque nunca vi aviao arremetendo e rebolando simultaneamente.

O fato de a velhinha sacudida ter continuado a fazer Sudoku, após a tal frase de horror, me fez pensar que ainda nao fôssemos despencar do aviaozinho rebolador.

Nao houve desastre, apesar de, no ar, o aviao ainda continuar se comportando como uma crianca mal-educada, birrenta, inquieta.

Chegamos a Bilbao vivos, ainda que um pouco abalados, e tive o enorme prazer de constatar que minha mala nao chegou...

Ficou perdida (pensei que pudesse ter se despencado do aviao, após tanto saculejo), em algum lugar.

Felizmente, tenho uma maravilhosa e eficiente mulher, que previra um aviao mal-comportado (ou uma companhia aérea mal-organizada) e tirara fotos da mala, tendo imprimido as fotos em sua impressora. Pude, entao, mostrar a mala (que estava perdida em algum lugar), para a ¨atendente de malas perdidas¨. E ela, entao, soube exatamente o tipo de mala que estava extraviada.

Cumpre notar que há 2 funcionárias, em uma saleta especial, anotando nomes de passageiros que perderam suas malas. Isso talvez mostre que eles perdem MUITAS MALAS...

Douglas (meu filho) teve de entrar no setor do aeroporto para malas perdidas, porque eu nao tinha comigo o endereço dele. Após alguma complicaçao, Douglas deu seu endereço e telefone à moça.

A mala chegou no dia seguinte, inteirinha, com todas as pequenas ¨bugingangas¨ (ou ¨bugigangas¨?) que trouxe para meus anfitrioes (café, música brasileira em MP3, sandálias havaiana, masssa de pao de queijo...).

Chegamos a Bilbao a tempo de assistir à derrota do Brasil para a Holanda.

Mas essa é outra história.

Melhor parar por aqui.

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